Imagem capa - 17/11 - Dia Mundial da Prematuridade por Débora Machado Fotografia
Dicas

17/11 - Dia Mundial da Prematuridade



Você sabia que 1 em cada 10 bebês nascem prematuros? Nesse ano o tema da campanha da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros (ONG Prematuridade.com) é "Prematuro: Cuidado Integral para uma vida saudável".

Mas  quem é esse bebê prematuro? São os nascidos pré-termo, com menos de 37 semanas de  gestação, e eles correspondem, no Brasil, a 12,4% dos nascidos vivos.

Os prematuros podem ser classificados de acordo com a idade gestacional ao nascer, sendo o prematuro limítrofe aquele nascido entre 37 e 38 semanas; o moderado nascido entre 31 e 36 semanas e prematuro extremo aquele nascido entre 24 e 30 semanas de idade gestacional.

Quanto ao peso de nascimento, denomina-se os bebês com menos de 2kg como baixo peso, muito baixo peso os com menos de 1,5kg e extremo baixo peso aqueles com peso menor que 1kg.

Características do prematuro:

* Geralmente tem baixo peso ao nascer

* Pele fina, brilhante e rosada

* Veias visíveis

* Pouca gordura sob a pele

* Pouco cabelo

* Orelhas finas e moles

* Cabeça desproporcionalmente maior do que o corpo

* Musculatura fraca e pouca atividade corporal

* Poucos reflexos de sucção e deglutição (sugar e deglutir)

Mas a característica mais importante desses pequenos é a força e a vontade de viver!


Já recebemos vários bebês prematuros em nosso estúdio e acompanhamos as histórias de vida desses pequenos guerreiros que vem ao mundo e nos ensinam tanto. Eles chegam antes da hora e dão aquele susto em suas famílias, mudam muitos planos de seus pais e requerem cuidados especiais.

Hoje enquanto buscava algumas informações para trazer aqui para vocês, me deparei com um texto lindo de Autor desconhecido que resume um pouco do que é ser mãe de um prematuro. Preparem os lenços...



"SER MÃE DE PREMATURO é ser pega pela surpresa e o despreparo.
É não segurar seu filho nos braços quando nasce. É olhar pela incubadora. É sentir sua cria pela ponta dos dedos esterilizados em álcool gel.
Ser mãe de Prematuro é ser viciada no monitor. E ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança. São os benditos 88% de saturação.
É tirar leite na máquina. É ver o leite entrando pela sonda. E torcer para a quantidade aumentar todo dia.
É ter paranoia com o processo ganha/perde de peso diário. Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15. Isso é um desespero.
É se incomodar com as aspirações e manobras, mas saber que é um mal necessário. É ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece. É chegar ao hospital com o estômago em cambalhotas com medo do que vai ouvir do pediatra.
Para ser mãe de UTI tem que virar pedinte e mendigar todo dia uma boa notícia. Mesmo que seja a bendita palavrinha “estável” - significa que não melhorou, - mas também não piorou.
E não se esquecer de agradecer o cocô e o xixi de cada dia. Sinal de que não tem infecção.
Mãe de Prematuro também tem rotina. UTI-casa-UTI de segunda a segunda. Sem descanso. E como é possível descansar?
Para ser mãe de Prematuro é preciso muita fé.
Porque na hora do desespero é você e Deus. É joelho no chão do banheiro da UTI para pedir milagre, ou pedir que acabe o sofrimento. Haja fé. E só com fé.
É ser a Rainha da Impotência, por ver o sofrimento e a dor do seu bebê e simplesmente não poder fazer nada. Só confiar.
É bater papo com seu filho através da incubadora. E ter lágrima escorrendo pelo rosto todo dia por não poder sentir seu cheirinho e beijar seus cabelos.
Mas, ser mãe de prematuro é superação, é ter história para contar. É entender de um monte de doenças que ninguém nem imagina que existe.
É contar o tempo de um jeito diferente. Idade cronológica e idade corrigida. É difícil de entender.
É sair da UTI com festa e palmas. E deixar por lá amigos eternos e preciosos.
Ser mãe de Prematuro é ter medo do vento, da bronquiolite, do inverno e do hospital.
Toda mãe é um ser guerreiro por natureza. Mas a Mãe de Prematuro, precisa ser guerreira em dobro. E isso nos difere e ao mesmo tempo nos iguala.
Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda. Uma força que talvez venha de um útero vazio antes do tempo.
Assim são as mães dos bebês que nascem antes..." Autor desconhecido.



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